Uma nova realidade formativa começa a emergir na profissão dos educadores de infância. Encontros e seminários ao fim de semana e no período das interrupções lectivas! Poder-se-ia pensar que tal facto conduziria a uma menor afluência de participantes, ao cancelamento e/ou adiamento dos eventos... Na verdade foi isso mesmo que aconteceu! Em 2007, o GEDEI adiou o seu Simpósio e a APEI cancelou o seu encontro nacional. Tanto a primeira, como a segunda souberam adequar-se a esta "nova" realidade. Como resultado, a APEI promove 3 encontros descentralizados. É sobre dois desses encontros (Pensar a(s) Infância(s)-Portel e Ser Bebé IV- Almada) que já se realizaram que me irei debruçar. Não irei, neste espaço, sintetizar as comunicações aí proferidas. Porém, aconselho os interessados a consultarem as sínteses que se encontram na página da APEI.
O encontro de Portel realizou-se no Auditório Municipal e contou com cerca de 50 participantes e incluía, para além das comunicações, com um programa social bastante apelativo.
Para além da qualidade indiscutível das comunicações, do interesse da temática AVALIAÇÃO, da participação activa da assembleia no debate, a moderação das comunicações pecou, nalguns casos por ausência e, noutros pela pouca eficiência.
O encontro de Almada realizou-se no Instituto Piaget e contou com a participação de cerca de 500 educadores, auxiliares e alunos dos cursos de Educação de Infância. Este encontro foi uma SURPRESA! Não esperava encontrar a "casa cheia"! A organização foi excelente, a moderação das comunicações irreparável, a síntese e o encerramento muito bem conseguidos!
Tanto no encontro de Portel, como no de Almada foram apresentadas excelentes comunicações. Não posso deixar de referir no primeiro, o "idealismo" da comunicação do Professor Américo Peças (UE) e a "originalidade" da comunicação do Professor Luís Silva Pereira (ISPA).
Em Almada e como seria de esperar, a comunicação do professor Alexandre Castro Caldas (UCP) primou pela "excelência", quer nos conteúdos, quer na apresentação. As comunicações apresentadas pelas educadoras apostaram na fundamentação teórica das suas práticas educativas, com apresentações em power-point de boa qualidade, facto este que tenho vindo a constatar nos últimos tempos. Esperemos que as "boas" práticas que foram apresentadas não sejam só "para inglês ver" mas, que na realidade se verifique uma melhoria da qualidade educativa prestada nestes contextos. E este aspecto só se consegue "avaliar" eficazmente através das investigações que se realizam nesta área. Esperemos pela divulgação de estudos!
Ao fim de 30 de profissão, senti-me bem, senti que é possível encontrar a "excelência" na Educação de Infância. E esta só se consegue através de uma adequada FORMAÇÃO. E foi isso que a APEI conseguiu com estes encontros. Obrigada!
Updated: 19/10/2007 1:03 AM MEST
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